Baal 17 - Teatro
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Numa aproximação às problemáticas que envolvem o contexto rural onde se insere, a Baal 17 procura a produção de textos para teatro de autores que explorem problemáticas/temáticas do meio rural. Aposta, igualmente, na produção própria de textos para teatro (Caldo Verde, de Rui Ramos - editado pela Baal 17 com o apoio da dgArtes à Edição 2007), na criação colectiva através de pesquisa junto da comunidade onde está inserida, e na promoção, criação e divulgação de obras da dramaturgia portuguesa, de expressão portuguesa e outras.

Iniciou, em 2005, um trabalho de exploração e divulgação do dramaturgo de expressão portuguesa Nelson Rodrigues. Do autor apresentou: O Beijo no Asfalto, em 2005 (Co-produção Baal 17/Al-MaSRAH Teatro. Encenação de Rui Ramos), Valsa n.º6, em 2007 (Co-Produção Baal 17/ Pedra que Brilha e Vulpeculae – Brasil. Encenação de Nelson Rodrigues Filho). Completou a Trilogia a que se propôs com a apresentação de Doroteia (Encenação de Eduardo Condorcet).
A atitude interventora e audaciosa da Baal 17, que se manifesta pelas escolhas dos autores, pelas produções teatrais, pelos temas abordados e pela actividade em geral; a relevância que ganharam no percurso da Baal 17 as preocupações sociais originando frequentes trocas de experiências com diversos parceiros nas áreas do Teatro Participativo – Teatro Fórum, Teatro do Oprimido, viriam também a influenciar o trabalho da Baal na área do Teatro na Educação.
Fomentar o interesse das populações pela cultura em geral e pelo teatro em particular, é, como já referido, objectivo estrutural da Baal 17. Neste ultimo sentido, a Baal 17 aposta na criação com carácter regular de espectáculos, que embora aparentemente se afastem do seu objectivo principal, abranjam temáticas universais para um público mais generalizado: são exemplos “Com muito amor e Carinho” (2006) e “Caravan Cabaret” (2008 e ainda em digressão em 2010).
 

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O XO das Velhas     16_dezasseis  
“O Xô das Velhas” é uma comédia? É uma tragédia? É poesia? É um show! Porque às vezes só a ficção consegue falar daquilo que a realidade tem medo, enXOtamos a tragédia da vida real e chamamos a si a comédia real da vida. Um grupo de atores desdobra-se para contar as peripécias do dia-a-dia das “velhas” - do confronto com um mundo que se quer cada vez mais jovem, empreendedor e mercantil. Queremos reflectir sobre a maneira como elas encaram a evolução desse mundo que anda muito rápido para o seu passo curto. E o mesmo no sentido inverso: a forma como um mundo veloz se aproveita do curto passo das velhas, chamando-as à ribalta ou abandonando-as com um simples “Xô” de “chega para lá”.   Espectáculo de Teatro Participativo para comunidades escolares. Um espectáculo interactivo onde o público debate, e pode mudar o curso da história. Dinâmico e divertido, 16_dezasseis coloca questões, lança o debate em torno da gravidez na adolescência e outros temas. Queremos provocar debate, confrontar ideias, descobrir alternativas. Fazemo-lo com humor e, principalmente, sem juízos de valor.
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Ha Lobos sem ser na serra      
Quando o que nunca vi passa a ser mais importante que o que vejo todos os dias, a curiosidade ganha força e a aventura é quase inevitável... Um avô pode perceber que o neto se farte das proibições, dos dias sempre iguais, de estar sempre sozinho, de só viajar na imaginação e que queira “saltar o muro”. Mas um avô também sabe que “aqui tudo é seguro, tudo é tranquilo” ao passo que, “do outro lado”, nem todos os lobos estão na serra. Até porque desses já há poucos... Num ambiente inesperado, três actores dão corpo(s) a estas três realidades: alguém que se aproxima do fim e que quer proteger o que está à sua guarda; alguém que inicia o percurso com uma curiosidade cada vez maior; e as transformações, inevitáveis e irreversíveis, que fazem parte daquilo que somos. A partir de “Pedro e o Lobo” de S. Prokofiev e de ateliês com crianças e idosos, “Há lobos sem ser na Serra” brinca com a linguagem e os códigos teatrais. Tudo para contar uma história que, fugindo ao certo e errado, fala de medo, amor, descoberta e transgressão numa relação entre um avô, um neto e uma ameaça que podia muito bem ter a forma de um lobo.  
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